Personagens da Casa,

É DO MUNDO PRA CÁ

Sabe essa mania que o brasileiro tem (se disser que não tem sabe que tá mentindo) de curtir todas as tendências de fora, e esquecer um pouco do nosso? Bem, primeiramente o BNM quer combater isso e mostrar que Brasília é tendência, bb. Depois disso, uma menina bem inquieta aqui desta cidade pensou logo em unir o útil ao agradável: movimentar a economia local com as tendências de fora.

Pode entrar, Global Street Fashion. O palco é seu!

FOTO: FERNANDO RODRIGUES

A ideia surgiu e tomou forma em 2016, mas no coração de sua curadora, Gabrielle Lobo, o desejo de criar algo semelhante já existia há anos. “Sempre gostei de moda. Ficava me questionando como poderia criar uma profissão que me permitisse viajar um bocado, mas também falar sobre tendências”, explicou Lobo, que apesar de ser formada em Comunicação Organizacional é um trend hunting profissional – e de qualidade.

Não deu outra. A empresária encontrou, em seus breves 23 anos, a profissão dos sonhos e criou a Global Street Fashion – já andei usando a marca por aqui. “‘Global’ porque queremos uma coisa mundial. ‘Street’ porque é andando na rua que você vê a tendência sendo exibida, não na passarela. ‘Fashion’ por motivos de, né?”, contou aos risos.

E ela tinha razão. É do prêt-à-porter que tiramos o cotidiano. Funciona assim: Gabrielle se dispõe a viajar pelo mundo, chega em alguma cidade e fica em média quatro dias só estudando o que seu público alvo curte, depois parte em busca e lojas locais (olha a valorização do local aí, de novo!) e brechós.

FOTO: FERNANDO RODRIGUES

Parece uma tarefa fácil, mas não é. Malas vazias que voltam cheias, excesso de bagagem e não, a viagem não é um lazer. “O lazer acaba sendo consequência pois acabamos conhecendo novos lugares e pessoas. Mas é bem chato cutucar um estranho na rua, em uma língua que mal falo direito e perguntar: oi, onde você comprou essa blusa?”, conta. A busca é grande: lojas, quiosques, marcas independentes, tudo que for novo e tendência na cidade que visita passa por sua curadoria. Quando as peças são aprovadas, vêm para cá.

A primeira coleção, Barcelona, foi lançada no início de 2016. Essa foi a coleção experimental. O medo de dar errado era grande. E se as pessoas não curtissem? E se a ideia da cidade não fosse boa o suficiente para o público brasileiro? Bem, medo vencido com sucesso, porque a Global já lançou sua segunda coleção: Buenos Aires.

FOTO: FERNANDO RODRIGUES

O propósito das peças não é exibir beleza e tão somente beleza. A ideia é trazer algo único e que conte uma história. “As peças vêm de fora e carregam um bocado de história, seja de sua produção, do local, da galera quem fez ou indicou. Esse é nosso objetivo, entregar ao consumidor algo único, de qualidade e que esteja pronto para criar novas histórias”, afirma Lobo.

A marca ainda não lançou seu site oficial, mas é possível encontrá-los no Facebook e no Instagram – este último com mais frequência. Para os brasilienses, rola ainda uma loja física no espaço Antonieta Café – 708/709 Norte, bloco G, loja 20.

Bora criar histórias através das roupas?

FOTO: FERNANDO RODRIGUES

ALOKA DO DIA

E, para não deixar passar, claro que vai ter o famigerado look do dia. No dia do lançamento da coleção Buenos Aires encontrei o óculos aviador laranjado que sempre quis – fãs de ‘Medo e Delírio em Las Vegas’ entenderão. De quebra, esbarrei com um cardigan sem mangas completamente tropical. Me vesti no evento e nunca mais larguei.

Aliás, já viu o look que usei no almoço de lançamento do Vogue Fashion’s Night Out em Brasília? Estava toda de Global.

FOTO: NATÁLIA FERREIRA | CARDIGAN SEM MANGAS E ÓCULOS GLOBAL STREET FASHION | LEGGING HELMET CLOTHING

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