Personagens da Casa,

Ana e Darlan Rosa: talento em família

Antes mesmo de Brasília se imaginar cidade, Darlan Rosa nem pensada que seus destinos iriam ser traçados um dia. Na pequena cidade de Coromandel, Minas Gerais, onde nasceu e foi criado, Darlan ajudava seu pai na fábrica local de ladrilhos. Filho de pai escultor, aproveitou do talento do sangue e do ambiente para começar a trabalhar com sua maior paixão, hoje ainda aos 70 anos: escultura em arte.

Em 1967, o artista veio para a recém inaugurada Brasília em busca de um futuro melhor nos estudos e decidiu iniciar sua carreira em Comunicação, cursando jornalismo. A oportunidade de trabalho também logo bateu à porta e Rosa começou a trabalha na já finada TV Brasília. Lá desenhava, fazia carrossel e contava história para crianças. “A verdade é que já trabalhei com quase tudo que envolve arte. É isso que eu amo”, conta em entrevista ao BNM.

Darlan Rosa esta por trás de grandes esculturas e até personagens que nem se quer imaginamos. Foi ele quem criou o Zé Gotinha; colaborou com as Nações Unidas como consultor por 15 anos e foi também funcionário público por aproximadamente 30 anos. Em 1996, aposentou-se e adotou para si o título de artista.

Créditos: Milca Santos

“De certo modo, meu trabalho sempre passou por temas infantis. Então procurei uma forma de me expressar em um personagem que fosse volátil e mutável. Por isso as esculturas em esferas.”

Quem já passou na frente do Museu Memorial JK e se deparou com grandes esferas de cor amarelo, jamais imaginariam que por trás da criação desta escultura, esteve um processo árduo de descoberta pessoal e profissional vivida por Darlan. Em sua primeira exposição teve muita dificuldade em conseguir se locomover com as grandes esferas de aço. Dai surgiu a ideia de desmembrar as peças e, no fim, formar uma espécie de quebra cabeças. Hoje o artista já soma em seu currículo peças expostas no Brasil, Canadá, El Salvador, Palestina, Alemanha e Jordânia.

Nesse ambiente envolto da produção e admiração da arte, Darlan criou suas três filhas e um filho. Ana Paula Rosa é uma delas. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Brasília e com mestrado em Engenharia de Produção, Ana trabalha desde 2006 com peças de aço inox que reinventam o conceito de design wear. A inspiração? Seu pai, é claro.

“À época não tinha muita metodologia e ideia de como pensar uma joia feita de arte. Me inspirei no meu pai e utilizei o aço inox na criação de meus acessórios”, comenta.

Créditos: Milca Santos

Seu primeiro acessório foi um bracelete, peça criada como trabalho de conclusão de curso no mestrado de Engenharia de Produção. “Foi um processo lento. Estudei o conceito de wearable art para formar uma peça que seria verdadeiramente uma obra de arte”, conta.

Ana Prosa, como é conhecida no mercado, atualmente trabalha com braceletes, colares e gargantilhas. Mas o futuro já aponta para novos rumos: quer vender, também, brincos e anéis.

“Procuro fazer uma joia atemporal. Boa parte de minha produção é artesanal. O corte de peças é industrializado, mas o restante é moldado à mão”, comenta. Suas peças são também únicas. “Enquanto conseguir produzir, elas estarão disponíveis.”

Acesse o site de Ana Prosa para conhecer seu trabalho de perto.

Créditos: Milca Santos

Arte que nasce, cresce e vive em família!

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